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deborahsecco

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18
Out14

Revista Trip - Deborah Secco

Deborah Secco Portugal

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 Aos 34 anos, a atriz segue estampando de maneira fatal nosso imaginário de capa de revista

 

Desde os 8 anos, Deborah Secco acontece sob os holofotes. Como numa história que corresse paralela a sua própria história, suas personagens sempre estiverem um passo à frente. O primeiro beijo na vida real veio depois do beijo na ficção. O sexo existiu antes na novela. Aos 34 anos, a atriz segue estampando de maneira fatal nosso imaginário de capa de revista. Mas é possível falar com ela. Enquanto seu personagem posava para as fotos desta edição, Deborah Secco conversou com Trip. Assertiva, forte mas frágil, conhecedora de seus limites e de sua trajetória, a atriz cita aquela que chamou de "frase da sua vida": "Uma pessoa não é aquilo que quer, mas o que pode ser"

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Ela se diz transformada por dois de seus papéis no cinema: uma garota de programa egressa da classe média, em Bruna Surfistinha, mais de 2 milhões de espectadores em 2011; e a soropositiva terminal Judite, de Boa sorte, estreia da diretora Carolina Jabor na ficção, a ser conferido nos cinemas a partir de novembro. Para viver este drama baseado em conto do cineasta Jorge Furtado, Deborah Secco perdeu 11 quilos.

Com todos eles de volta (e mais três adicionais), a atriz carioca teve pela frente novo papel principal, o de uma decadente apresentadora de programa infantil, em A estrada do diabo (ainda sem estreia definida), de André Moraes. “Um filme diferente de tudo. Um grupo de atores está fazendo um longa de baixo orçamento e meio que pira no método Fátima Toledo, não sabe mais o que é a realidade”, diverte-se.

A alusão à polêmica preparadora de elenco (de Pixote, Cidade de Deus e Tropa de elite), conhecida pela linha dura e busca por uma atuação realista custe o que custar, entra de modo bem-humorado na conversa testemunhada por uma mesa generosa, repleta de guloseimas, fraco confesso da anfitriã. No luxuoso apartamento de Deborah, em frente à praia da Barra da Tijuca, o cenário oceânico do Rio se comporta de maneira pouco usual durante as 2 horas de papo: relâmpagos, fortes ondas, chuva de granizo.

Habituada aos holofotes desde os 8 anos, a ex-estrela infantil faz psicoterapia há duas décadas. Desde 2004, depois de sofrer de um problema na tireoide, começou uma virada atlética à base de variada rotina de exercícios: após a entrevista, empolgada, faz questão de demonstrar energicamente seus movimentos de levantamento olímpico, também conhecido como halterofilismo. Solteira após dois casamentos (com o diretor de TV Rogério Gomes, entre 1997 e 2001, e o futebolista Roger Flores, de 2009 a 2013) e um relacionamento longo com Falcão, vocalista d’O Rappa, Deborah chega aos 34 anos sem fazer o tipo je ne regrette rien (não me arrependo de nada).

Ela não se orgulha de ter posado nua para a revista Playboy duas vezes, em 1999 e em 2002, exibindo o nu frontal que mesmo no ousado Bruna Surfistinha, por exemplo, não foi necessário. “Eu poderia ter feito teatro com Antunes Filho, virado uma atriz cool. Me questionei bastante sobre isso, mas precisava da estabilidade financeira, queria proporcionar coisas para a minha família”, conta a menina criada em Jacarepaguá (zona oeste do Rio), em uma família de classe média – “baixa”, completa.

Na preparação para filmar Bruna Surfistinha, a menina que era “fragilzinha” e “fresquinha” (termos dela mesma) viveu por um mês entre garotas de programa. Moças estupradas pelos pais ou padrastos, que se drogavam para aliviar a dor, que lutavam para mandar dinheiro para filhos que mal viam. “Uma puta vida infeliz. Mas a capacidade delas de sobreviver me fez valorizar tudo que eu consegui. Uma delas me disse o que virou a frase da minha vida: ‘Deborah, ninguém é o que consegue ser. A gente é o que pode ser’. Apesar de todos os erros que cometi, dos tropeços que dei, estou superbem, tenho saúde, minha família está ótima. Vindo do lugar de onde venho, estou aqui, agora, neste apartamento”, pesa, expandindo o olhar para o belo céu encrespado.

Boa sorte, filme do qual (a exemplo de Bruna Surfistinha) Deborah é coprodutora associada, também colocou a estrela, que há dez anos tem contratos entre o primeiro time da Globo (e 20 anos de casa), no meio de mulheres com quase nada no horizonte. Visitou várias soropositivas terminais, tinha a ideia de fazer uma mulher “forte, guerreira”. Mas, ao conversar com o infectologista David Uip (atual secretário de Saúde de São Paulo), o primeiro a diagnosticar um caso de Aids no Brasil, descobriu outra chave para sua personagem. “Ele me disse que em todos os pacientes que acompanhou e viu morrer havia uma força construída na serenidade de aceitar a situação”, fala. 

Deborah tem um projeto em parceria com o diretor André Moraes já aprovado para a Gshow, braço de internet da TV Globo. “É para debater temas polêmicos, dizer não ao preconceito. Só poderia funcionar na web, porque na televisão sofreria censura”, adianta. Em breve, vai filmar, com Daniel Filho, em dois dias, Obra-prima, filme que “pretende quebrar paradigmas de distribuição no Brasil” (talvez seja exibido apenas on-line). Também tem se arriscado a escrever roteiros, desenvolvendo ideias com João Falcão e Zé Henrique Fonseca. “A minha expectativa agora é arriscar, fazer o que não sei se vai dar certo. Como me disse a Fernandona [Fernanda Montenegro, que vive a avó de sua personagem em Boa sorte], antes de uma cena: ‘Minha filha, a gente nunca vai saber se está fazendo direito’. Aquilo me deu uma calma pra vida.” Deborah diz que sua religião são “seus atos”, mas, por via das dúvidas, ligou para a mãe depois de filmar com a veterana. “Vamos numa igreja agradecer.”

 

 "Aprendemos com a minha mãe a não depender de homem: não se venda por nada, seja dona da sua vida, você é quem manda, você pode, você faz"

 

Em algum momento você pensou em ser outra coisa que não atriz? Não tenho lembrança da minha vida sem ser atriz. Nasci sabendo que seria atriz. Escrevi uma peça aos 5 anos, O arco-íris sem cor. Não foi só o texto, eu tinha todos os figurinos desenhados. Minha mãe conta que eu brincava de chorar, de rir, brincava que tinha perdido a memória, chegava no colégio sempre com uma personalidade diferente. Numa dessas brincadeiras, tipo  adedanha, vinha a pergunta: “Atriz com a letra D”. Eu respondia: “Deborah Secco”. Daí diziam: “Não valeeeee! Você ainda não é atriz”. E eu reagia: “Sou atriz, sim!”. Tracei minhas metas ainda menina: com 25 anos vou ser protagonista de novela da Globo, com 50 eu ganho o Oscar. Aos 24, um mês antes de fazer 25, o meu nome veio antes do de todos em América, novela das 8. Agora, o Oscar... [risos]. Sempre achei que tudo ia dar muito certo. Eu tinha um acordo com meu pai que, se eu tirasse menos de oito em alguma matéria da escola, pararia com o que ele chamava de “brincadeira”. Para mim, não era brincadeira. Era o meu trabalho, a minha vida. Desde os 8 anos passei a ganhar dinheiro com a profissão. Quando fazia o seriado Confissões de adolescente [na TV Cultura, em 1994, aos 14 anos], fiquei três meses sem ir às aulas, e combinei na escola que poderiam exigir 7,5 de média, mas que não me reprovariam por falta. Eu já tinha como meta os oito para o meu pai mesmo...

Seus pais se separaram quando você tinha 12 anos, você foi criada pela sua mãe. O ambiente na sua casa era feminista? Meu pai se casou de novo e foi se distanciando de nós. Meu irmão ficou dois anos com ele, só depois é que veio morar conosco. Então, no começo, éramos minha irmã, minha madrinha, minha mãe e eu. Sempre senti falta de um homem protetor, uma figura paterna. Mas minha mãe [Sílvia] nos criou – eu e minha irmã, Bárbara, – para sermos a mulher que ela não foi. E criou meu irmão para ser o marido que ela não teve. Minha irmã hoje é advogada bem-sucedida, com escritório que atende grandes empresas. Aprendemos com a minha mãe a não depender de homem: não se venda por nada, seja dona da sua vida, você é quem manda, você pode, você faz. Para o meu irmão, a lição era: não pode ficar o dia inteiro fora trabalhando, tem que ver sua mulher, seus filhos. E ele de fato prefere ganhar menos e ter tempo para levar o filho para o judô, é aquele marido que chega cedo e espera a mulher com o jantar pronto.

 

"No primeiro nu que precisei fazer, fiquei chorando o tempo todo. Tremia, não conseguia. O Daniel Filho, que me dirigiu no Confissões de adolescentes, e foi como um pai para mim, me disse: 'Vamos para a análise. Botar pra fora suas angústias.'"

 

Ela sempre foi dona de casa? Minha mãe não tem profissão, sempre foi mãe. Acho que é a profissão mais difícil que existe. Com três filhos, então, ela vivia em função da gente. Meu irmão era nadador, treinava 8 horas por dia. Acordava às 4 da manhã pra ir de Jacarepaguá (zona oeste do Rio) para o Fundão (Ilha do Governador, zona norte). Ela ia e voltava para levar a gente para o colégio, depois buscava. Ela brincava dizendo que era nossa chofer. Mas fez toda a diferença na nossa vida. Ela ficava na janela do balé gritando “é a melhor”, “linda” – mesmo eu não sendo. Levava meu irmão em todas as competições, ficava na beira da piscina com um chocolatinho na mão gritando “vai!” Tudo que ela fez por mim, fez por eles. Minha irmã também era do esporte: natação, tênis, vôlei.

Você teve uma outra irmã, mais velha, que morreu na infância. Eu tinha 1 ano e meio, ela tinha 5. Erro médico, ela teve alergia a um antibiótico, o médico não quis fazer logo a traqueostomia. E eu cresci com essa coisa de “a Deborah é doente, é fraquinha”. Tinha alergia a muita coisa. Entrava no mar, alergia a iodo; comia camarão, corre para o hospital. Hoje, tenho o maior orgulho de ser, dos meus irmãos, a atleta, a única que faz exercícios com um compromisso maior. Não só pela estética, mas por vencer os desafios que eu não conseguia. Fazer barra de um jeito que meu irmão não faz! Quando ganhei um pouco mais de dinheiro com o Confissões de adolescente fomos todos para a Disney. Na época, não andei em nenhuma montanha-russa, morria de medo, era toda fresquinha. Agora, há pouco tempo, voltei com meu irmão e minha sobrinha. Fui em todos os brinquedos, naquele Lex Luthor Drop of Doom, por exemplo, que é uma queda imensa [de 120 metros, a mais alta do mundo em parques de diversões]. Durante toda a infância fui a pobrezinha [risos]. E a mais feia. Meu irmão tem 1,93 metro, era muito bonito. Minha irmã tem 1,75 metro, e eu com meus 1,64 metro. Minha irmã ganhou corpo rápido, tem olhos verdes, cabelo loiro (depois escureceu). Eu sempre tive muita espinha, vergonha absoluta do meu corpo magrinho. Só fui aprender a andar de bicicleta há três anos. O meu instrutor falou: “É inadmissível. Você tem equilíbrio, fica em pé na bola de pilates, vai aprender!”.

Muitos talentos precoces sofrem na vida adulta em função da infância roubada pela profissão. Qual foi o impacto disso na sua trajetória? Eu não me queixo. Em Jacarepaguá, tinha pique, queimada, gato mia. Brincadeiras mais físicas que as das crianças de hoje. Eu tinha uma única boneca Barbie. Quando fui para os Estados Unidos pela primeira vez, com o dinheiro que ganhei, comprei 20 Barbies. Graças a Deus tive uma sobrinha para herdar todas. E pude brincar com ela tudo o que não brinquei na época. Meu pai era matemático, dava aulas em colégio para os melhores alunos, que estudavam muito para passar no IME [Instituto Militar de Engenharia] e no Ita [Instituto Tecnológico de Aeronáutica]. Ele me dava problemas de vestibular e eu, com 10 anos, resolvia pela lógica. Ele dizia que eu seria uma grande matemática. Ficava louco com essa coisa de eu querer ser atriz. Mas eu dizia: vou ser atriz de qualquer jeito. Se der tudo errado, vou ser atriz pobre, vou passar o chapeuzinho na praça. Eu fiz vestibular só para dar satisfação para eles, entrei em filosofia, na PUC-RJ. Passei, tranquei e falei: “Pai, meu compromisso com você foi até aqui. Tá bom assim”.

 

"Meu primeiro beijo veio antes na ficcção. As personagens viviam coisas antes de mim. Isso me machucava. O início dessa coisa da Deborah sexy foi muuuito doloroso"

 

O que você lia quando criança? Eu li O amor nos tempos do cólera com 9 anos. Pensei: “É isso que eu quero! Um amor que não dê certo, porque aí você vive a vida toda com aquilo, a expectativa. Imagina que chato arrumar um amor que dê certo logo aos 20 anos? Perde a graça”. Era uma coisa completamente louca e adiantada para a idade. Eu sempre falo que, em todas as minhas relações, tentei acreditar no príncipe encantado. Acho que assim fui levando adiante muitos relacionamentos. Como atriz, eu nem deveria falar isso, mas... Como espectadora, o que gosto mesmo é de Uma linda mulherGhost, Um dia, filme com a Anne Hathaway. Eu choro. Sempre gostei de histórias de amor, e fico pensando em vivê-las, claro. “Quando ela mente/ não sei se ela deveras sente/ o que mente pra mim” [versos de “Ela faz cinema”, de Chico Buarque] é o que mais me define nos relacionamentos. Eu falo pra mim mesma: “Não finge, Deborah, não finge”. Hoje eu tô trabalhando isso.

Que tipo de terapia você faz? Comecei a fazer análise com 18 anos. Tem ideias do Gurdjieff [1866-1949, místico armênio], eneagramas que ajudam a compor meus personagens. Comecei quando fiz uma novela, Suave veneno. Foi meu primeiro papel sexy. Eu não tinha a bagagem sexual que a personagem exigia e dei uma pirada. Tinha uma cena de dança que eu não conseguia fazer, o Daniel Filho cancelou a gravação até. No primeiro nu que precisei fazer, fiquei chorando o tempo todo, não conseguia. Tremia inteira, chorava e o Daniel, que foi um pai pra mim, que tinha me dirigido no Confissões de adolescente, me disse: “Vamos para a análise. Botar pra fora suas angústias, seus medos”. Na terapia, eu descobri que estava chorando porque ainda não tinha vivido aquilo. “Pô, para de roubar minha vida, ô, profissão!” Como no meu primeiro beijo... Meu primeiro beijo da vida real veio depois, um ano e meio depois, de eu ter beijado no teatro. E foi num curso, com o André Gonçalves. Lembro que pedi: “Dá beijo de língua, porque eu não sei beijar e preciso aprender. Eu nunca beijei na vida real”. As personagens viviam as coisas antes de mim. Isso me machucava. O início dessa coisa da Deborah sexy foi muuuito doloroso. Virei sex symbol, mas não sabia nem transar.

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Mas você abraçou isso bem demais, ou pelo menos assim ficou parecendo... No início, eu vou te falar que fiquei muito feliz. “Ganhei da minha irmã!” [Risos.] Depois vi que aquilo, para a minha família, naquele momento, era muito... útil. Porque podia trazer uma estabilidade financeira, uma visibilidade maior. Mas chegou uma hora em que começou a ficar só aquilo, e vi que tinha que buscar outras coisas, mostrar que eu era... o oposto daquilo. Eu não me acho nada sensual. Sou uma supermulher, legal, bem-humorada, carinhosa. Mas sexy não seria um dos adjetivos. Essa coisa que o Daniel Filho me ensinou: “Nada da Deborah pode ser maior do que a personagem. A sua vergonha não pode ser maior que a personagem! Sua vaidade, seu medo... A Deborah fica no camarim! Quem vem pro set é a personagem”. E ele, com aquela coisa do pai: “Você vai ter que trabalhar isso. Fiz assim com a Glória Pires, com a Sônia Braga, com todas elas. Então você vai aprender também. Não é a sua ética, não é a sua moral que estão aqui!”. Com isso, aprendi mesmo. A minha vaidade não é maior que o meu trabalho. Tive que emagrecer 11 quilos para fazer o Boa sorte. As pessoas me olhavam na rua, nunca me viram tão feia. Fiquei trancada em casa, porque, nas poucas vezes em que apareci, dava problema. Depois engordei todos os 11 quilos perdidos e mais 3 para fazer A estrada do diabo. Nessa época, dezembro de 2013, apareci no Vídeo show e no Altas horas. Foi nota por um mês: “Deborah gorda!”.

Hoje você atua também como produtora executiva. Os homens ainda se assustam com mulheres poderosas, ricas, donas de si? Não sei, hoje acho que vejo os homens mais assustados com mulheres que querem tirar proveito material deles. Que querem se aproveitar de uma relação para ganhar dinheiro, patrimônio. É triste, mas tem mulher que está aí para isso, os caras têm razão de se sentir acuados. Diante de uma mulher que se banca, que se basta, esses homens não duvidam do amor, se sentem verdadeiramente amados. No meu caso, talvez o meu patamar financeiro possa intimidar quem está muito longe dele. Mas eu estou tão longe de ser o que eu tenho! Minha essência não é essa.

 

"Perdi a virgindade aos 18 anos. [...] Não sou o tipo de mulher que vai dar para um cara hoje sem pensar que amanhã a gente vai se falar e discutir o nome dos nossos filhos. Se não for assim, nem começa"

 

Você é religiosa? O que eu acredito... A minha religião é o que eu faço, é a minha prática no dia a dia. Como diz uma menina, doente terminal, que eu conheci na preparação para o Boa sorte: “Certeza, certeza de que tem outro lugar, eu não tenho, não! Então vamos aproveitar aqui. Se puder, Deborah, traz logo amanhã bolo e brigadeiro!” [Risos.] Ela falava isso como uma diversão! Agora, depois de ter trabalhado com a Fernandona [Fernanda Montenegro], eu liguei pra minha mãe e falei: “Vamos numa igreja pra agradecer”.

Você ficou famosa no Confissões de adolescente, era uma molecota. Agora, na recente adaptação do seriado para o cinema, viveu uma tia. Como se vê envelhecendo? É muito louco, porque a gente lembra de olhar para a nossa mãe com essa idade e achar velha. Mas, cara, me sinto começando a minha vida. Se a finitude não me interromper antes do esperado, quero envelhecer. Desejo arduamente as rugas, ficar com o cabelo branco, desejo ficar toda curvadinha. Porque só não fica quem morre antes! Eu tô no comecinho, sou muito disposta a encarar coisas novas, arriscar. Tem uma coisa que dizem de mim: “Ah, a Deborah namora e muda de personalidade, vira outra pessoa”. Não é que eu vire. Mas qualquer relação é feita de trocas. E eu sem preconceito me predisponho a conhecer tudo. Eu sou super diurna e quando namorei o Falcão me dispus a entrar nos horários dele. Vi que aquilo poderia me fazer bem de alguma maneira. Eu ia e depois determinava meu limite: vai você, e eu fico em casa lendo um livro.

Você disse outro dia numa entrevista: eu não quero ser uma celebridade. Como é a sua relação com esse universo? Eu acho que as celebridades deveriam ser cientistas, pessoas que inventaram coisas importantes, que fizeram trabalhos relevantes, transformações sociais. Essas são as pessoas que deveríamos seguir, observar, aprender. Eu, não. Não tenho essa importância. Tento dar uma humilde contribuição. No Boa sorte, a gente discute drogas, HIV, amor, finitude, temas fortes. Eu faço também uma peça, Mais uma vez amor, que mostra, entre outras coisas, a época dos confiscos no plano Collor, aparece a Zélia Cardoso de Mello. Depois, no camarim, os adolescentes perguntam quem era aquela mulher. Eu faço questão de explicar, falar para eles do confisco etc.

Mas você joga o jogo das celebridades, dá entrevistas para certo tipo de imprensa, participa como jurada do “Dança dos famosos”, até já quebrou duas costelas participando do quadro do Faustão... Ali, no programa, eu estou sendo leal a quem me ajudou, tenho gratidão à empresa que me contrata. Valorizo o tanto que me ajudaram e faço com prazer, além do profissionalismo. Em 20 anos, meu salário nunca atrasou, sempre foram corretos comigo. Me deram tempo para que eu me redescobrisse, para que eu fizesse outros projetos. Devo essa lealdade a eles quando precisam do meu lado celebridade. E também posso usar dessa condição na hora de sentar com uma empresa para pedir apoio a meus projetos, divulgar minha peça, meu filme. Esse equilíbrio é algo que busco, ainda estou amadurecendo. Eu hoje posso estar numa entrevista falando sobre certas coisas, mas procuro um limite. Estou aqui falando de uma Deborah que interessa às pessoas, mas não é a Deborah real. Eu posso dizer isso aqui [risos].

 

"Se um dia for necessário mostrar o peito e a bunda, ok, ele pertence à personagem. Se um dia for necessário  mostrar a vagina para contar uma história, eu vou mostrar. Desde que não seja algo gratuito"

 

Você falou do Mais uma vez amor, uma espécie de seu lado politizado. Quando e como foi que você tomou consciência das coisas da política nacional? Lá em casa era proibido levantar da mesa sem ler jornal. E não tinha essa de “não quero ler a parte de economia”. Aprendi muito viajando e vendo as desigualdades do Brasil. Eu tenho um projeto social, junto com a escritora Martha Medeiros, que leva dentistas e oculistas ao interior. Tem outro com ginecologistas. Usei meu lado celebridade pra conseguir apoio. E comecei a ir com uma van fazer o preventivo em mulheres que nunca tinham feito um preventivo na vida. Aí você vê que falta muita coisa mesmo para arrumar... Eu me disponho a ir lá, levar informação. E compreensão política de que uma cesta básica não é suficiente. Mas não levanto bandeira de nada na minha vida.

Você já foi elogiada publicamente pela Dilma... [Interrompendo.] Ela fez um elogio a Natalie, minha personagem na novela Insensato coração. Eu fiquei muito grata, como ficaria grata a qualquer elogio de qualquer brasileiro. 

Você vê um avanço na possibilidade de termos duas mulheres no segundo turno na eleição presidencial? Na questão política, eu não penso nisso, sabe? Eu quero um bom presidente, seja mulher, homem, branco, negro. Eu quero é alguém que, de verdade, faça pelo Brasil.

Nos seus relacionamentos, você sempre teve noção de igualdade, na base do “o que ele pode fazer, eu também posso”? Eu sempre procuro que seja assim, e não só nos meus relacionamentos amorosos. Não tem essa de que o homem é diferente. No relacionamento de igual para igual, o que o casal combinar, vale para os dois.

Você já deu uma declaração diferente sobre fidelidade, que ela não era essencial... Foram palavras distorcidas. Eu sempre falo que “o combinado não sai caro”. Já vi muitos relacionamentos em que a fidelidade não era algo essencial para ambas as partes... dar certo. Eu não saberia viver assim, mas super
-respeito quem topa. Eu de fato acho que amando alguém a gente não consegue. Eu vejo homem dizendo isso – homem acha isso até ver a mulher com outro. Mas vejo muitas pessoas vivendo assim, algumas bem, e respeito, até admiro, queria ter esse desprendimento, sabe? Mas acho que o amor ainda me torna egoísta. Até com amigo, às vezes sinto ciúme de amizade. Aquela coisa “puxa, minha amiga, tão minha amiga, e viajou com outra amiga!”

Você teve relacionamentos com dois homens de profissões que muitas veem como “de risco” no quesito fidelidade: músico, Falcão, e jogador de futebol, Roger. E também um diretor da Globo [Rogério Gomes, com quem foi casada de 1997 a 2001]. Ah, mas a gente não escolhe, né? O amor, ele acontece. Ele vem e me toca. Não importa o que a pessoa é: branca, negra, velha, nova, famosa, cantor, jogador. Eu vou ter que lidar com as consequências, assim como eles têm que lidar com as minhas questões. Então, até nisso, a gente vai trabalhando na igualdade [risos].

No filme Bruna Surfistinha, você aparece em cenas fortes, mas não há nu frontal. Houve questões contratuais, esse tipo de restrição? Olha, no começo, o contrato estava cheio de restrições. Aí eu fui viver
um mês com as meninas, as garotas de programa. Quando saí de lá, pensei: “Cara, eu não vou fazer Uma linda mulher, eu vou fazer o que eu tiver que fazer nesse filme”. Entendi que o que eu ganhei ali iria valer tudo. Fiz as cenas sem pensar. No final, na montagem, eu estava junto, e me preocupei em incluir todas as cenas necessárias para contar a história, sem a preocupação do que iria aparecer ou não. Queria causar o desconforto que senti vivendo aquela vida. Queria que os espectadores saíssem com uma sensação
estranha, pelo menos. Achava que eram muito mais fortes aquelas cenas de homens me pegando, me batendo, do que o nu, a perna aberta. A perna aberta não contava aquela história, os tapas, sim. Se
um dia for necessário mostrar o peito e a bunda, ok, ele pertence à personagem. Se um dia for necessário mostrar a vagina para contar uma história (de um câncer, por exemplo), eu vou mostrar, desde que não seja algo gratuito.

E fazer a Playboy, como foi? Hoje eu não faria novamente a Playboy. Na época, pensei na segurança financeira, no bem-estar da minha família. Na primeira vez que posei, gastei meu cachê com uma casa para a minha mãe, uma casa para o meu pai, e paguei os estudos dos meus irmãos. Na segunda, comprei uma casa para mim, e apliquei um dinheiro. Eu pensava: “Se eu ficar desempregada, consigo viver com esses juros”. A casa era em Jacarepaguá, depois a gente veio para a Barra. E hoje, como eu não preciso mais, já tenho essa segurança financeira, o que a revista pode me dar em troca? Não sou dessas pessoas que querem ter sempre mais, em termos de ganho material. Eu pensava muito nisto: quantas pessoas fizeram uma novela de sucesso com 18 anos e depois não deram certo? Eu achava que essa segurança
financeira faria uma diferença na nossa história. Por isso decidi posar nua. Hoje, tenho muita tranquilidade para falar a respeito. Depois que tive essa lição de vida com as garotas de programa, com quem convivi para fazer o Bruna Surfistinha, isso tudo ficou bem claro e resolvido para mim. Isso me permitiu ser quem sou hoje, não estar atrelada a projetos comerciais, não ter que vender, não o corpo, mas a verdade artística. Hoje eu posso brigar pela minha verdade artística.

Uma indiscrição, como você se refere a sua vagina? Nunca chamei de nome nenhum. Quando era criança minha mãe falava “limpar a pepeca”. Depois comecei a falar “vou fazer higienização íntima”. Boceta eu não falo. Acho feio. Vagina é uma palavra complexa, são muitas sílabas se comparar com cu [risos].

Ao longo da carreira, além do processo de conquistas pela atividade física, você também se submeteu a transformações corporais. Até que ponto colocar silicone nos seios, por exemplo, é uma exigência de mercado de trabalho? Na verdade, eu botei silicone por uma questão que surgiu na análise. Eu tinha um superproblema com o peito da minha irmã. Ela tinha um peito lindo – e o meu peito não crescia. Até que um dia, a Dora, minha analista, disse: “Ô, Deborah, eu sou contra a plástica. Mas se isso está te fazendo mal na relação familiar, resolve o seu problema. Vai para vida”. E eu: “Não sei, quero ter filho antes”. E ela: “Mas isso parece ser um problema tão grande que você talvez nem tenha filho por causa dessas questões”. Se é um nariz que incomoda, alguma coisa física que faz mal para a pessoa, acho ótimo resolver com plástica, mesmo que soe fútil para os outros. Eu cresci com isto: minha irmã era muito mais bonita, os meninos gostavam dela. Os que eu gostava, namoraram com ela. Ela é um ano e meio mais nova do que eu. Eu jogava a culpa disso no peito, sabe? E realmente foi a solução, porque eu botei o peito e vi que não era esse o problema [risos]. Botei uma vez só, foi pouco, 230, 280 mililitros, eu acho. De roupa, não aparece tanto. Não sei se faria hoje, sabendo de tantos casos em que houve complicações. Bom, não ficou dos piores [risos]. Tem coisas que a gente só aprende com a idade. No final, mais vale o molinho verdadeiro do que o duro falso [risos].

Você cresceu na era da camisinha, a Aids já era tema na época do Confissões de adolescente. Como viveu a sexualidade nessa fase? Muito antes da minha primeira relação, minha mãe já havia me levado ao ginecologista. Fui apresentada à pílula, camisinha etc. A gente tinha aula de educação sexual: a coisa de como pedir para o cara botar a camisinha eu aprendi no colégio. Perdi a virgindade aos 18 anos, com camisinha. Assim, de uma forma lúdica, eu diria que não sou o tipo de mulher que vai dar para um cara hoje sem pensar que amanhã a gente vai se falar e discutir o nome dos nossos filhos [risos]. Para mim, a intimidade que o sexo permite a um casal é para pensar em construir uma vida juntos. Se não for assim, nem começa. Eu não lido bem com isso: se o cara não me ligar no dia seguinte, eu me mato [risos]! Não tenho essa força. Eu namoro muito, me envolvo muito. Tento acreditar nesse amor que talvez não seja tão perfeito quanto acho que é. E, com o tempo, me deparo com a realidade. Mas sempre começo alguma coisa pensando em relacionamento.

E drogas, elas estiveram por perto? Costumo dizer que tive sorte. De conhecer o final da história muito cedo. Tive contato com as drogas assistindo a pessoas muito próximas morrerem de overdose. Minha mãe segurou a gente em casa o máximo que pôde. Quando fui ter contato com drogas, já vi o fim da história: overdose, corre pro hospital, vai morrer, não vai morrer. Nessa ocasião, pensei: “Não quero isso para mim. Deve ser bom pra caralho, senão as pessoas não iriam se foder assim”. Isso ficou claro pra mim aos 17 anos. Eu nunca experimentei, e nem posso. Tenho total consciência. Pessoas com a minha intensidade... O meu fim seria aquele que eu vi, e seria rápido. Sou assim com comida. Como uma forma de pudim inteira. Tiro do forno e como direto. Uma panela de brigadeiro todinha também.

Doces são o seu fraco? E álcool? Só os doces. Comida em geral: arroz, feijão, farofa. Bebida, não. Não bebo nada, nem vinho. Não gosto do cheiro, acho mulher bêbada feio, perde uma coisa mágica, suave, doce... Mulher com cerveja, então... Mas quem gosta, tudo bem. Eu acho que se bebesse também, poderia adorar, gostar demais, ficar doida... Tem uma outra coisa aí: eu sempre soube que nasci com uma loucura artística de me permitir viver outras vidas. Por isso não posso perder minha razão, eu me perderia por aí. Passar do ponto fora da consciência, sabe? Eu já vim querendo brincar de ser outra pessoa, já vim com essa dose de loucura. Mas, convivendo com pessoas que usam droga ao longo do tempo, minha prática sempre foi: eu não peço pra você parar, você não pede pra eu usar.

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 No primeiro book, aos 9 anos: "Não tenho lembranças da minha vida sem ser atriz"

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Com a mãe, Silvia Regina, os irmãos Ricardo e Barbara e os sobrinhos

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 Abraçada ao pai, Ricardo

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 Na primeira peça em que atuou, ainda no colégio

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 Aos 15 anos, no seu baile de debutante, fazendo par com Daniel Filho

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 No papel da filha de José Wilker, em A Próxima Vítima, na TV Globo: "Aprendi muito com ele"

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 Na novela Boogie oogie, com o ator Fabrício Boliveira: "Sou uma supermulher, legal, bem-humorada, carinhosa. Mas sexy não seria um dos meus adjetivos"

 

Fonte: Revista Trip

14
Set11

Deborah Secco ganha prêmio de Melhor Atriz por 'Bruna Surfistinha'

Deborah Secco Portugal

Atriz agradeceu a família ao receber o troféu do "6º Prêmio Contigo! de Cinema Nacional", nesta segunda-feira, 12

Deborah Secco no Premio Contigo! de Cinema Nacional

Com novo visual, Deborah Secco subiu ao palco durante o "6º Prêmio Contigo! de Cinema Nacional", nesta segunda-feira, 12, para ser homenageada.

Ela foi premiada com o título de Melhor Atriz. "Quero agradecer o carinho da minha família que aguentou minha ausencia. Fiquei muito ausente por causa desse filme", disse, sobre a época em que rodou o longa "Bruna Surfistinha"

Ao descer do palco, a atriz mostrou orgulhosa o troféu para a mãe, que a parabenizou e ficou segurando o prêmio.

 

Fonte: Correio 24horas

08
Mar11

Menina transformada em mulher

Deborah Secco Portugal

Para Deborah Secco, passagem em direção à vida adulta torna universal história de Surfistinha 

Pergunta clássica: ‘O que Bruna Surfistinha e você, Deborah Secco, têm em comum? "Nada. A não ser o fato de que nenhuma das duas foi a garota mais popular do colégio. Eu era a magrela que queria ser atriz e faltava muito às aulas", responde uma guerreira Deborah ao Estado, em sua derradeira conversa com a imprensa antes da pré-estreia em São Paulo, na última terça. Deborah resistia bravamente à batelada de perguntas sobre sua jornada pela vida de Raquel Pacheco, a ‘garota de programa mais famosa do País’.

 

Talvez Deborah não esteja tão certa quando afirma que não tem nada a ver com a personagem do filme dirigido pelo estreante Marcus Baldini. Papel que, como a atriz reconhece, é um divisor de águas na sua carreira. E é a própria Deborah quem deixa escapar um dos pontos em comum entre Bruna, Raquel Pacheco e todas as mulheres do mundo: "É a jornada da menina que se torna mulher. Que mulher, em algum momento da vida, não se expôs para se afirmar, para ser aceita. A gente se descobre mulher, mas, ao mesmo tempo, pode começar a se autoflagelar para agradar, para receber amor".

Como você trabalhou essa dualidade da personagem?
Foi sempre delicado. Ao mesmo tempo que a mulher pode sentir prazer em ter poder de atração, ela pode se deteriorar por se vender. É sempre uma relação de prazer e dor. Nunca de prazer pleno.

E essa dor não tem só a ver com a garota de programa, mas com a busca por aceitação.
Exato. Não é a Bruna. É a mulher. Por isso choro várias vezes vendo o filme. Acho que até nós, mais velhas, buscamos amor o tempo todo. É uma busca desmedida que não nos supre. Eu mesma quantas vezes já me expus buscando aceitação?

Bruna Surfistinha, apesar das cenas de sexo, é filme para mulher?
É sim. Para me ver nua, não precisa ir ao cinema, é só dar um google. As mulheres se identificam com ela porque sentem a dor física. Imagine o que é ter cinco, seis homens em cima de você todo dia. Por mais que tenha pesquisado, conversado com garotas de programa, nunca vou entender a dor delas. Para mim parece um terror, mas para essas meninas, é como se já se anestesiassem.

E chegam a sofrer de stress pós-traumático.
Pensei muito nisso. Em como isso deve voltar depois de uns anos. Quando fiz pesquisa na região da Luz, conheci senhoras de 70, 80 anos fazendo programa. E vi que o que é errado para mim é o que ela consegue fazer para sustentar um filho. Que direito tenho de falar: "Não faça"? As pessoas não são o que querem ser. São como conseguem. E isso é triste. E eu parei para pensar que também não sou o que quero. Sou o que consigo. Somos o melhor que conseguimos ser. E se o filme servir para que Raquel volte a falar com a mãe dela, vai ter valido a pena.

"É a história da Cinderella trash" Marcus Baldini descobriu Bruna Surfistinha, a garota e o livro, antes mesmo de chegar às livrarias. Amigo de Jorge Tarquini, o jornalista com quem Raquel Pacheco escreveu o best seller O Doce Veneno do Escorpião, que vendeu 250mil cópias, viu na história da garota de classe média alta que se torna prostituta para alcançar sua independência a possibilidade de um sucesso nas telas. "O grande desafio era fazer um filme capaz de entreter, mas que não deixasse de trazer uma reflexão."

Ao mesmo tempo, fez um filme feminino. "Engraçado que você e outras mulheres estão dizendo isso. Fico feliz. De fato resolvi me atentar às razões dela. Sou fascinado pela amoralidade da Raquel. E quis desde sempre entender esta garota que quer achar seu lugar no mundo. É a própria história da Cinderella Trash", conta ele, que tem longa carreira em direção de videoclipes e filmes publicitários.

Já a direção de atores o preocupou quando decidiu dirigir seu primeiro filme. Para entender melhor ‘o lugar do ator’, fez curso de atuação com Fátima Toledo. "Sempre quis fazer um filme de ator, em que a Deborah estivesse em todas as cenas, que tudo fosse do ponto de vista dela. Das cenas de sexo ao blog, é pelos olhos de Bruna que a história é contada."

 

Fonte: Estadao

08
Mar11

Deborah Secco acha que filme alavanca seu potencial como atriz

Deborah Secco Portugal

A atriz fala do ótimo momento que vive em sua carreira

Deborah Secco acha que filme alavanca seu potencial como atriz - Aphotos/Manuela Scarpa 

Elogiada em todos os veículos de comunicação sobre o novo corpo e o sucesso que tem feito na pele de Natalie L'amour, em Insensato Coração, da Globo, além de provar que é uma grande atriz interpretando uma garota de programa em seu novo filme Bruna Surfistinha, Deborah Secco atravessa uma das melhores fases de sua carreira e se emociona ao falar do momento que vive. Em conversa com O Fuxico, a atriz diz não ter palavras para descrever o que tem sentido.

"Não dá para definir em palavras, eu realmente quero que as pessoas gostem do filme, que vejam, quero que as pessoas entendam a Deborah atriz dentro de um filme que é forte, essa é a minha real vontade. Principalmente nesse momento, que a novela está fazendo um grande sucesso também e as pessoas esperavam personagens parecidas, acho que a Bruna é bem diferente da Natalie e espero que isso engrandeça a minha potencia como atriz e que as pessoas possam ver que eu faço meu trabalho com muito amor, muita dedicação e essa é a minha verdade".

 

Fonte: Fúxico

24
Ago10

Deborah Secco traz a Salvador o espetáculo Mais Uma Vez Amor. Confira a entrevista!

Deborah Secco Portugal

A actriz também encarou recentemente o polêmico papel de Bruna Surfistinha

 

Ela é uma das mulheres mais sexy do país, e não hesita em explorar a sua sensualidade nos seus papéis como atriz. Mas, que ninguém se engane. Longe de querer manter um status de símbolo sexual, a maior vaidade da carioca Deborah Secco, 30 anos, está em desenvolver bons personagens. O resto é consequência, diz ela, que não se cansa de buscar novos desafios.


Deborah Secco na comédia romântica Mais Uma Vez Amor, que fala de vários momentos da vida do país

Após brilhar na novela A Favorita, de 2008, e na minissérie Decamerão - A Comédia do Sexo, em 2009, Deborah encarnou recentemente o polêmico papel de Bruna Surfistinha, no filme homônimo, dirigido por Marcus Baldini.A produção mostra a saga de Raquel Pacheco, a garota de programa mais famosa do Brasil, e deve estrear em fevereiro do ano que vem.

Enquanto não começam as gravações da próxima novela das 21h da Globo - na qual será uma das estrelas -, a atriz se dedica à peça Mais Uma Vez Amor. Dirigida por Ernesto Piccolo, com texto de Rosane Svartman, a montagem pode ser vista pelos soteropolitanos no Teatro Sesc Casa do Comércio, na Pituba, de sexta a domingo, com ingressos a R$ 70/R$ 35.

No palco, Deborah contracena com Erom Cordeiro, formando um estranho casal. Seus personagens Lia e Rodrigo sempre se amaram, mas nunca viveram juntos, atravessando décadas em uma relação repleta de encontros e desencontros. Na entrevista seguir, Deborah fala sobre a montagem, da qual também é produtora, e comenta sobre os caminhos de sua carreira.

Uma versão de Mais Uma Vez Amor foi encenada em 2004, com Marcos Palmeira e Luana Piovani, e a peça virou filme em 2005, com Dan Stulbach e Juliana Paes. Qual é o diferencial da montagem de vocês?
Bem, o teatro tem essa mágica de que toda montagem é uma peça nova. Assistir a um Hamlet é sempre uma experiência diferente e grandes textos merecem ser remontados sempre. É o caso de Mais Uma Vez Amor, que tem esse trunfo de falar de uma história dentro da história. Começamos mostrando os personagens nos anos 70 e vamos até o ano 2000, falando de episódios importantes do país que afetaram a vida da Lia e do Rodrigo. Falamos, por exemplo, das Diretas Já, ou de planos econômicos do Sarney e do Collor. Então, é até engraçado, porque alguns jovens já vieram me perguntar:‘quem é essa Zélia Cardoso que vocês falam?’ Nessa hora até fiquei chocada. Como assim? Vocês não sabem que houve um confisco no país? (risos)...A peça tem esse lado bacana, que vai além da diversão, estimulando as pessoas a refletir e crescer culturalmente.

Sua peça mal estreou e já chamou a atenção da mídia pelo fato de você aparecer em cenas quentes com o Erom. Te incomoda se parte do público estiver mais ligada na sua sensualidade do que no seu talento?
Isso não me incomoda e também acho que uma coisa puxa a outra. Tomara que as pessoas saiam de casa para ver a Deborah de calcinha e voltem achando que o teatro é algo sensacional.Essa conquista do público é muito importante. Mas é bom lembrar que a peça não tem cenas apelativas ou desnecessárias. Todas estão ali para contar a história do casal. Além disso, sou uma pessoa despudorada e faço o que é preciso para atender as necessidades do meu papel.


Em Decamerão - A Comédia do Sexo, a fogosa Monna e o padre Masetto (Lázaro Ramos)

Como é a sua relação com Salvador, onde você já gravou uma participação na série Ó Pai, Ó?
O que você mais gosta da cidade e o que pretende fazer quando estiver por aqui? A primeira coisa é comer um acarajé! Adoro a comida daí, principalmente os frutos do mar: siri, caranguejo... Gosto muito de ir à praia também. Não tem como não dar um mergulho nesse mar! E, além disso, tenho grandes amigos aí. Adoro a Ivete, o Wagner... Enfim, a Bahia tem uma cena artística muito interessante, não só com cantores, mas com grandes atores. A arte baiana é muito forte e cheia de nuances, como a própria Salvador. Sempre fico inebriada com essa energia da cidade, as pessoas falando alto, e todo esse colorido!

Você é considerada uma das mulheres mais sexy do Brasil. A imagem de símbolo sexual é algo que você sempre buscou?
Eu nem achava que isso seria possível, afinal venho de uma família em que sou a filha feia. Minha irmã tem um metro e setenta e oito, olhos verdes, e faz esse tipo gostosona. Eu sou pequenininha, magrinha. Só que muitas personagens que eu fiz eram sexy. Então, talvez eu, como atriz, tenha conseguido convencer as pessoas de que eu era assim. (risos)... Mas garanto que não é real! Eu me sinto mais menina do que mulher e nunca me preocupei em ser um símbolo sexual. Minha preocupação é fazer personagens diversificados. Assim, de Darlene, em Celebridade, eu fiz a Sol, em América, e depois fiz uma freira em Pé na Jaca. E, agora, a Bruna Surfistinha, que no início do filme é toda feia. Também não tenho apego pela beleza. Para esse papel, engordei 12 quilos! Minha vaidade é fazer as pessoas acreditarem na minha personagem.

E como foi o seu contato com a Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha? Ela te ajudou com a personagem? E qual foi a maior dificuldade desse papel?
Eu não quis ter contato com a Raquel antes, mas só depois que a personagem estava pronta. Eu quis criar a minha Bruna, ate porque o filme é bem ficcional. Então, quem me ajudou mais foram outras meninas que conhecemos e entrevistamos no processo de pesquisa. Quanto à dificuldade do papel, para mim foi a questão das drogas. Eu nunca bebi, nunca fumei, nem usei nada, e tive que aprender a fumar, por exemplo. Também precisei entender, com a ajuda de médicos, como são os efeitos da cocaína, para reproduzir isso na minha atuação.

Você acredita que o filme pode ajudar a tirar preconceitos contra as prostitutas? E que tipo de reflexões ele traz?
Acho que as pessoas vão perceber que essa tal vida fácil não é nada fácil. É muito triste. Essas meninas não fazem mal a ninguém, a não ser a elas próprias.Como filme, a gente também fica se perguntando: por que elas fazem essa escolha? Para a Bruna foi uma escolha. Mas, conhecendo outras garotas, tive certeza de que muitas não tiveram outra opção. No fim, acho que esse filme é um pouco como Cidade de Deus, que mostrou a vida de uma favela, ou Carandiru, que trouxe a realidade de um presídio. O público que vive fora desses universos têm curiosidade em conhecê-los, e isso só é possível quando surgem pessoas dispostas a expor suas vidas com tanta generosidade como fez a Raquel.

 

Fonte: Correio 24 horas

29
Out09

Deborah Secco não gosta de fumar cigarros para filme, diz jornal

Deborah Secco Portugal

Segundo “O Dia”, equipe criou cigarro cenográfico para a atriz viver Bruna Surfistinha  Divulgação / TV Globo

 

Deborah Secco está envolvida com as filmagens do longa-metragem sobre a vida de Bruna Surfistinha e, para o papel, precisa fumar, hábito que não pratica. “Fizeram um cenográfico, sem nicotina, com ervas sem toxina, mas, mesmo assim, não gosto. Detesto qualquer tipo de vício”, contou a actriz ao jornal “O Dia” desta quinta-feira (29).

De acordo com a publicação, as filmagens, que aconteciam entre 18h e 6h, passaram agora ao horário comercial. “Fiquei íntima da turma do café da manhã do hotel”, disse Deborah, em tom bem humorado.

 

Fonte: Quem

05
Jul09

EXCLUSIVO DEBORAH SECCO PORTUGAL: Deborah Secco em entrevista à revista "Nova Gente"

Deborah Secco Portugal

Em 2004, Deborah Secco esteve em Portugal para promover o Guaraná Antártica e por isso concedeu várias entrevistas a várias revistas "cor-de-rosa" por cá. Deixo-vos aqui uma dessas entrevistas, esta concedida à revista "Nova Gente".

Deborah na campanha que passou em Portugal do Guaraná

Título de capa: Os homens que já teve, as traições e o novo namorado: Deborah Secco pedida em casamento por português

Na segunda visita a Portugal é pedida em casamento por português

 

 

A actriz que veio apresentar a campanha da bebida brasileira, ficou honrada por ter sido tão bem recebida.

 

"A DARLENE TIROU-ME A TIMIDEZ"

 

Mal aterrou em Portugal, teve direito a um pedido de casamento. É prova do sucesso que a actriz de 24 anos, está a ter no nosso país. Nesta entrevista, Deborah fala da sua fama de coleccionadora de homens, das traições da vida, do seu novo namorado e da vontade de casar, ser mãe e ficar em casa a cozinhar, lavar e passar.

 

Deborah com o apresentador do K7 Pirata

 

A que se deve esta segunda visita a Portugal?

Para mim é um prazer vir a convite do Guaraná Antárctica, para o qual fiz uma campanha. Tinha prometido aos vendedores que, se batessem o recorde de vendas, viria. E assim foi. Bateram e vim (risos). Fiquei muito feliz, pela campanha ter dado certo. Ficou superbonitinha!

 

Está adoentada e mesmo assim ainda não parou desde que chegou.

Não dá para parar na vida. Só vou parar daqui a alguns anos (risos). Até gostava da ficar mais tempo do que o previsto, mas não sei se vou conseguir. Tenho alguns compromissos em Miami, que são inadiáveis. Vou estar em "laboratório" para a minha nova personagem na novela "América". A Glória Perez é a autora, que vai entrevistar alguns emigrantes ilegais e queria muito que fosse com ela - para ouvi-los e preparar-me para fazer a Sol. Mas o tempo que aqui estou já está a ser encantador, pelo carinho que recebi. Desde o rapaz da alfândega, que me disse "você é linda, quero casar-me consigo!" 

 

Até teve direito a um pedido de casamento.

Foi a primeira coisa que ouvi cá! É uma honra para mim. Foi um país que descobriu o meu, que o inventou. Saber que depois de mais de 500 anos, posso aqui voltar e ser superbem recebida, não tem preço. Eu venho de um família humilde e nem achei que ia fazer sucesso no Brasil, quanto mais aqui.

 

E muito se deve à Darlene em Celebridade

Posso dizer que já fiz grandes trabalhos. Vim subindo degrau a degrau. Não dei um grande pulo e agradeço muito por isso, por não me ter estreado como protagonista. A Darlene provou que posso trabalhar com leveza.

 

E a Deborah adquiriu esse tom de brincadeira da Darlene?

Eu sou muito quieta. As pessoas estão sempre a perguntar-me se estou doente, se me sinto mal ou com sono. O meu ritmo é muito diferente. Faço ioga, medito e sou bem lenta. Quando estou com outras pessoas até procuro ser mais risonha, porque sou mesmo séria! Sou tímida, tenho vergonha de falar com as pessoas, mas a Darlene tirou-me alguma dessa timidez. Acho que já tenho um pouco dela.

 

Foi durante algum tempo apelidada de coleccionadora de homens. Como lidava com essa classificação?

Ria! As pessoas confundem muito. Na verdade não falo da minha vida pessoal, mas não deixo de viver normalmente só porque as pessoas vão falar. O que faço é explícito, todo o mundo vê, e não tenho porque negá-lo. Faço-o com toda a minha vontade, mas não falo sobre isso. E não tive muitos namorados. Tive cinco. Para uma rapariga de 24 anos acho que não é um recorde. Cinco namorados e cinco homens ao todo. Nunca tive um homem de passar uma noite  e nunca mais. Sempre namorei a sério.

 

"Você é linda quero casar-me consigo", foi o pedido que a actriz ouviu de um português

 

Lida bem com essa fama, então.

Como não é verídico, lido bem. Se fosse verdade, afectar-me-ia. Até acho graça. Queria ter tanto poder, esse todo que me atribuem (risos)!

 

Parece viver uma nova fase de vida. Mais calma.

É mesmo. Uma fase mais madura. Estava sempre a ser apontada, mostrada, julgada. Hoje tenho mais tranquilidade para lidar com isso. A minha vida já está mais calma e tenho mais certeza de que não sou nem uma vilã, nem uma menininha.

 

Esta nova postura na vida deve-se também ao facto de estar a viver um grande amor?

(Risos) Tento não falar nisso. O que estamos a viver é nosso. O que posso dizer é que estamos juntos, sim estamos felizes, sim, e ponto. O resto é nosso. O que faço por ele, as tatuagens, as idas ao shows... Não falo. Já basta o que as pessoas vêem e que não posso evitar que vejam.

 

"Não sou coleccionadora de homens"

 

Acredita no "e viveram felizes para sempre"?

Sim, o casamento está nos meus planos. Não com data marcada, mas é o meu maior sonho. Casar e ter filhos. E ser dona de casa, que adoro. Cozinhar, lavar e passar. Faço-o com o maior prazer.

 

É assim que quer estar no futuro?

Com certeza. Como os meus avós, juntos para a vida inteira e cada um cuidando do outro. Acho isso lindo. É o que sonho desde menina.

 

Qual o segredo do seu sucesso?

É amar o que se faz e não competir com ninguém. A minha competição é comigo. Vou ser o melhor que puder. Tenho consciência de que sou a melhor profissional que posso ser, dentro dos meus limites como ser humano. O segredo do sucesso é pôr constatemente a meta no seu melhor e tentar atingi-la sempre.

 

"Nunca tive um homem de passar uma noite e nunca mais", diz a actriz.

 

Como quer ser recordada?

Assim. No trabalho. Em tudo na vida tento ser a melhor Deborah que posso ser.

 

Tem medo que as rugas lhe tragam menos trabalho ou pretende "apagá-las" antes do tempo?

(Risos) Não. Porque não tenho esse apego ao exterior. O interior é muito mais belo. E outros trabalhos virão. Nós temos que preservar a nossa felicidade, o estado de espírito,  a família, o amor e a parte interior. É isso que reflete o que existe fora.

 

Créditos de postagem: deborahsecco.blogs.sapo.pt/ - Deborah Secco Portugal

Retirado de: Revista "Nova Gente"

 

22
Abr09

Algumas personagens de Deborah Secco

Deborah Secco Portugal

Deborah ganhou seu primeiro papel de destaque no seriado 'Confissão de Adolescente', em 1994, pela TV Cultura. A atriz interpretava Carol

Deborah ganhou o primeiro papel de destaque na série 'Confissão de Adolescente', em 1994, pela TV Cultura. A actriz interpretava Carol.

A atriz viveu Tatu na novela 'Vira Lata', de 1996

A actriz viveu Tatu na novela 'Vira Lata', de 1996

A atriz interpretou a vilã Íris, em 'Laços de Família', de 2000. A personagem de Deborah era apaixonada por Pedro (José Mayer)

A actriz interpretou a vilã Íris, em 'Laços de Família', de 2000. A personagem de Deborah era apaixonada por Pedro (José Mayer)

 

Deborah Secco interpretou a vampira Lara na novela 'O Beijo do Vampiro', de 2002

Deborah Secco interpretou a vampira Lara na novela 'O Beijo do Vampiro', de 2002

 

Deborah interpretou Darlene em 'Celebridade', em 2003

Deborah interpretou Darlene em 'Celebridade', em 2003

 

 

 Em 'Celebridade', a personagem de Deborah, Darlene, adotou duas crianças, Marlin e Darlin

Em 'Celebridade', a personagem de Deborah, Darlene, teve dois filhos, Marlin e Darlin

 

Deborah foi a protagonista da novela 'América', de 2005

Deborah foi a protagonista da novela 'América', de 2005

A atriz interpertou Sol, que fez par romântico com o peão Tião (Murilo Benício), em 'América'

A actriz interpertou Sol, que fez par romântico com o peão Tião (Murilo Benício), em 'América'


Deborah viveu a vilã Elisabeth em 'Pé na Jaca', de 2006

Deborah viveu a vilã Elisabeth em 'Pé na Jaca', de 2006

 

A atriz interpretou a prostituta Betina em 'Paraíso Tropical', de 2007

A actriz interpretou a prostituta Betina em 'Paraíso Tropical', de 2007 (participação

especial na novela).

 

Deborah Secco contracenou com Iran Malfitano, Cauã Reymond e Tiago Rodrigues na novela 'A Favorita'. A atriz viveu Maria do Céu na novela

Deborah Secco contracenou com Iran Malfitano, Cauã Reymond e Tiago Rodrigues na novela 'A Favorita'. A atriz viveu Maria do Céu na novela.

 

Deborah, que viveu Maria do Céu em 'A Favorita', contracenou com Geovana Ewbank, Raquel Galvão, Thiarê Maia e Emanuelle Araújo

Deborah, que viveu Maria do Céu em 'A Favorita', contracenou com Geovana Ewbank, Raquel Galvão, Thiarê Maia e Emanuelle Araújo

 

Fonte: Terra

 

 

16
Mar09

Via Marte lança campanha publicitária com Deborah Secco

Deborah Secco Portugal


 

Inspiradas pela diversidade das meninas brasileiras, as peças publicitárias apresentam a celebridade Deborah Secco, garota propaganda da marca, representando vários papéis. Cada Garota do Brasil tem um pouco de estrela. E a campanha da Via Marte reúne esses elementos, personificados pela actriz que traz brilho ao jeito de garota brasileira.

A actriz foi escolhida novamente para representar a marca porque reflete o publico-alvo da empresa, uma profissional jovem, de muito sucesso e profissionalismo.

A Via Marte trabalha há mais de 36 anos para mostrar que lugar de moda não é só nas passarelas. Lugar de moda é qualquer caminho por onde passe uma de suas consumidoras.

Deborah Secco fez as fotos em São Paulo e gravou o comercial em Porto Alegre.

A campanha começa a ser divulgada a partir de março. Mídia exterior, impressa, eletrônica e Internet foram as formas escolhidas para atingir o público-alvo. Para reforçar suas ações no Rio Grande do Sul, a Via Marte é patrocionadora do Garota Verão, evento com a final no dia 07 de março de 2009 em Capão da Canoa. Além de patrocinar o concurso, a Via Marte estará presente também calçando as 80 finalistas, tanto nos ensaios como no encerramento do evento.

 

Fonte: Revista Fator

03
Mar09

Deborah Secco, modelo de sucesso e profissionalismo

Deborah Secco Portugal

A actriz Deborah Secco foi eleita novamente garota-propanda da grife de roupas Via Marte. Ela foi escolhida porque reflete o "público-alvo da empresa, que é o de uma profissional jovem, de muito sucesso e profissionalismo".


As fotos para a campanha foram feitas em São Paulo e o comercial foi gravado em Porto Alegre.  A campanha começa a ser divulgada a partir de Março.

 

Fonte: O Globo

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Dedicado: Deborah Secco Desde: 24 de Maio de 2008 Administradora: Patrícia Nome: Deborah Secco Portugal
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